Capa do livro Quando eu era preto

Quando eu era preto

Márcio Ribeiro

Não é uma metáfora. É denúncia, é memória, é autoafirmação e crítica. É também uma provocação necessária a uma sociedade que ainda insiste em embranquecer corpos, histórias e afetos.

Escrito por um homem negro que não esqueceu o que é carregar nas costas o peso da cor da pele, o livro transforma a experiência negra em linguagem, e essa linguagem é fogo, é verbo, é resistência. Atravessa os temas que ainda incomodam: o racismo velado e o escancarado, a solidão do corpo negro, o embranquecimento como estratégia de sobrevivência, o epistemicídio, a dor de não se ver representado e a beleza de reconhecer as raízes como força.

Os capítulos mesclam poesia, narrativa pessoal, análise crítica e ficção inspirada em histórias reais. O título é irônico e simbólico: denuncia a tentativa social de descolar o negro de sua negritude, principalmente quando ele alcança espaços antes negados.

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