Existem livros que contam histórias, outros que apresentam dados, e existem aqueles que fazem perguntas incômodas, este pretende fazer as três coisas.
Traz números, fatos históricos, relatos, memórias, reflexões e perguntas que o leitor talvez nunca tenha feito. Algumas respostas poderão incomodar, outras poderão libertar, mas nenhuma foi escrita para acusar indivíduos: foram escritas para revelar estruturas. Vivemos em um país que gosta de acreditar que todos possuem as mesmas oportunidades.
O livro não é contra o mérito, é contra a mentira de que todos partem do mesmo lugar. Ao longo da história brasileira, a escravidão construiu riquezas para alguns e pobreza para muitos; quando terminou oficialmente, em 1888, não houve reparação, inclusão ou distribuição de oportunidades, houve abandono.
É nesse cenário que surgem conceitos como racismo estrutural, privilégio racial, branquitude e ações afirmativas.